PROJETO “O MÚSICO COSCIENTE”

O projeto ‘O Músico Consciente’ foi idealizado por Jack Lima e tem como meta conscientizar estudantes de música na arte dos modos, através dos motivos do seu ‘Dicionário de Ritmo’. No sistema tradicional foca-se muito as notas, neste projeto o foco é o ritmo. A ideia é uma espécie de dicionário online com músicos de estilos e instrumentos diversos de todo o mundo, executando esses motivos. Eu fui convidada para ilustrar essas ideias usando minha voz. Em 24 vídeos demonstro todas as formas possíveis de se executar o modo Jônio, usando as reflexões e ideias do Jack Lima. Um jeito novo e criativo de aprender.

Tudo novo de novo

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Olás,

Setembro novo. Como sempre, anunciando minhas andanças. Que bom que ando, assim posso adormecer tranquila, de acordo com a vida.

Dispois… (acabei de ler historinhas do Chico Bento pra minha filha e me senti em casa), no dia 26 vou comemorar os 50 anos de carreira do querido amigo Toquinho, no Terra da Garoa, SP, 20h.

Já no dia 28, às 16:00 um pocket do meu show infantil Cantos de Casa, em versão solo, no espaço infantil da Livraria Saraiva do Xopim Eldorado. E.. Novamente: Gratuito!

Ê meis bão…

Sem brincadeira… Só pra relaxar. Agora, do que já fiz… Virei colunista, da revista online TOP MAGAZINE . Falo sobre música. Está delicioso. Toda terça escrevo e escreverei. Pelo menos até ter assunto.

E… Para quem se interessar: Enquanto Agrégora (Personagem Ametista) participei do Cortejo das Vidas Preciosas, na Favela de Heliópolis. Uma experiência fascinante. A caminhada foi inspirada nas ações do projeto de arte e performance urbana ‘Espetáculo da Terra’, criada pela artista Denise Milan. Um projeto de vida. Vale a pena conferir: Cortejo Vidas Preciosas.

Mo mais… Se você leu até aqui…

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Meus beijares
Badi Assad

Eu disse Camille. Então, vamos lá..

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A gente já conhecia uma francesa Camille admirável, a Claudel. A que me refiro agora é a Dalmais. 114 anos a separam. Algo em comum? Bom, ambas de incontestável talento, criativas, intensas, líricas… Ambas modernas. Valeu? Ah! E muito belas.

Com este DNA ‘Camilleônico’, contudo, a Dalmais chegou perto: Em 2004 se juntou ao músico Marc Collin (do grupo Nouvelle Vague) e começaram um romance entre a bossa-nova e o pop/rock. O filho do namoro foi batizado como “Le Sac des Filles’ (A bolsa das meninas). Sugestivo?

Porém somente com seu próximo trabalho disse ao que veio: O curioso ‘Le Fil’ (O fio), traz do começo ao fim um som ininterrupto, muito grave, como um mantra que oscila mas não se corrompe. Por cima deste quase ruído (a nota si, em si?), as canções circulam, perambulam e servem de colcha para os experimentos que a despertam em um mundo inusitado. Para um distraído o CD parece estar arranhado… Seriam suas unhas?

Camille estica a voz, canta agudo, canta grave, canta a capela, replica, incorpa, atormenta, lidera na contramão. Sua voz meiga acaricia, instiga. Camille experimenta.

Certa feita… Conheceu Fernando Barba e Marcelo Pretto (Do nosso Barbatuques) e os levou para fazerem um som ao lado de outros músicos incríveis (Jamie Cullum por ex), chegando ao ‘Music Hole’ (Buraco Musical). Sugestivo?

Percutiram, repercutiram… Misturando body percussion e sub bass, com sons tribais e orgânicos, surpreendeu mais uma vez. Escorregamos da music-hall até à chanson, passando pelo rythm’ blues e outras invenções próprias.

Camille não se cansa, ousa: Em uma mistura de Hermeto Pascoal com Barbatuques, leva ao palco seu cão (bem seria uma cadela?) para um dueto fofo:

Camille, em resumo: Uma cigana pós-moderna. Voilà, disse.

Cartão de embarque nas mãos. Fome de outro algo. Outro vôo sem destino? Não. Desta vez reflito. Se Camille me abandonasse, quem me socorreria? Outra mulher? Sim, elas me inspiram. Fortalezas. Aziza Mustafa Zadeh é do Azerbaijão. Um daqueles países que se não olharmos no mapa… Aziza se esmera em tudo o que faz. Outra curiosa personagem da nossa música universal. Dica: Savoir-faire, quando canta esmirilhando o piano e quando compõe, nos arremesando por entre as lacunas das emoções … Semana que vem te conto mais :)

Meus beijares

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Badi Assad tem 24 anos de carreira e 12 CDs lançados, entre os quais,Solo, que a colocou entre os 30 artistas que revolucionariam o século, pelaAcoustic Guitar (1995); Rhythms, melhor CD do ano pela Guitar Player americana (1996); Amor e outras manias crônicas, que lhe rendeu o título de “Melhor Compositora” pela APCA (2012). Badi virou referência internacional de música brasileira e neste ano lançou o CD infantil Cantos de casa, inspirado no nascimento de sua primeira filha, Sofia

Publicado originalmente em Top Magazine