Zizi Possi por Badi Assad

Eu ainda era menina quando ouvi sua voz pela primeira vez. Isso pois ouvia Chico Buarque.. Eu já sabia das coisas….

Entrava então aquele cristal lapidado, brilhante, rasgando o ar e me fazendo entender uma dor inimaginável para uma criança com menos de dez anos de idade. ‘Pedaço de mim’ falava de uma fisgada em um membro perdido do corpo, falava do revés de um parto, de arrumar o quarto de um filho que já morreu. Ufa… Mas eu entendia, porque o sentimento colocado naquela voz, enquanto cantava, me infiltrava e eu chorava.

Zizi Possi nasceu no bairro do Brás, reduto da colônia italiana em São Paulo. Ela, de origem napolitana, foi muito ligada à música erudita quando criança, estudando canto e piano. Quando tinha 17 anos se mudou com o irmão, o incrível diretor teatral José Possi Neto, para a Bahia. Em Salvador estudou composição e regência na UFBA. Porém descobriu que não era neste curso que suas ambições artísticas reinavam o coração. Se inscreveu no curso de teatro. Pouco tempo depois o irmão fez as malas, quando recebera bolsa de trabalho para morar em Nova York. Zizi foi levá-lo ao aeroporto, despediu-se em lágrimas e disse: “Quando vi o avião sumindo no ar, entendi que minha vida estava, a partir daquele momento, por minha conta. Me deu uma solidão… Foi quando percebi que a Bahia já não fazia mais sentido para mim”.

Que bom que ela fez aquele curso de teatro, pois acredito ter sido fundamental para incorporar nela matéria-prima consciente e densa sobre interpretação. Zizi é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores cantoras-intérpretes de toda a história da MPB… E a despedida do irmão com certeza lhe rendeu algum estofo para gravar ‘Pedaço de mim’…

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Marlui Miranda por Badi Assad

A primeira vez que vi Marlui Miranda subir ao palco foi uma mistura de magia com nobreza e um pouco mais… Ela não estava sozinha, havia sua banda e o incrível grupo coral ‘O Beijo’, liderado por Tiago Pinheiro.

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De antemão vale contar um pouco sobre eles: ‘O Beijo’ foi criado em 1987, no Coralusp e virou referência no universo vocal paulistano. Seus arranjos eram criativos, inovadores, divertidos, ora leves ora densos… Servindo-se perfeitos para a elasticidade emocional necessária para que ‘Ihu – Todos os Sons’ (CD de Marlui) subisse ao palco com investida comovência.

Marlui Miranda nasceu em Fortaleza. Sua mãe não estudara música mas tinha ouvidos harmoniosos, pois foi ela quem afinou o primeiro violão que entrou em sua casa, pelas mãos da pequena sonhadora Marlui, antes mesmo de completar seus 5 anos. Logo em seguida foram todos na bagagem do pai engenheiro, se aventurar pelas terras cariocas. Mas a trilha os levou para outro lugar: Brasília começava a se formar e foi para lá que foram e a pequena Marlui se enveredou. Apesar de nunca ter deixado a música de lado, foi estudar arquitetura. Porém aquele violão virou companheiro e através dele se apaixonou pela música instrumental e composição. Sua voz ainda era tímida, mas mesmo assim ganhou o 1º lugar como intérprete e compositora no Festival Estudantil da Universidade de Brasília.

Não teve jeito, com a música seu coração batia mais forte. Saiu da arquitetura e foi arquitetar outros planos, obviamente que envolviam música. Já no Rio de Janeiro conheceu Egberto Gismonti e foi com ele que, alguns anos mais tarde, viajou pelo país com seu grupo Academia de Danças. Lá Marlui tocava violão (que estudou com mestres como Turíbio Santos e Jodacil Damasceno), cavaquinho, percussão e cantava.

Sua voz é grave, profunda, larga. Como se fosse um lago desses misteriosos, que abraçam sereias e dragões. Sua figura é miscigenada, parecendo uma liga entre o ser índio e o mineiro. Com os cabelos sempre longos, que molduram seu rosto mítico, Marlui traz sempre uma aura enigmática…

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Duo Assad

É chegada a hora. Vou falar deles, meus irmãos: Sérgio e Odair Assad, conhecidos também como ‘Duo Assad’ que completam, neste ano (2015), 50 anos de carreira!! Sabem o que isso quer dizer? Faz 50 anos que esses dois seres sentam-se um ao lado do outro para fazer e sonhar música juntos. Horas e horas a fio para aprender um repertório que foi seguido por praticamente todos os duos da face da terra, posteriores a eles. Já foram infinitas viagens para compartilharem suas singularidades com o mundo…. E o mundo os reconhece: Como um dos mais sensacionais duo de violões que já existiu até hoje. Uau!

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É como se uma magia os tivesse enfeitiçado, envoltos pelos cuidados e ensinamentos do pai Seu Jorge e pela amorosidade da mãe Angelina.

Certo dia Seu Jorge, bandolinista amador, se desentendeu com o amigo violonista e companheiro de seresta e ao retornar para casa deu de frente com o Sérgio que, aos 12 anos, pendurava-se na mãe para que ela cantasse aquela música que ele aprendera os acordes. Seu Jorge perguntou: Você quer aprender a tocar isto? Com a resposta positiva, sentou o menino no sofá da sala. No mesmo instante o irmão mais novo Odair, com 8 anos, remendou: Eu também quero! E assim começou a incrível, contagiante e próspera história desses dois talentosos irmãos.

Apenas 1 ano tinha passado quando o repertório de chorinhos do pai já estava na ponta dos dedos e eles já tinham virado a coqueluche da cidade interiorana, Ribeirão Preto.

Pouco tempo depois descobriram que haveria uma competição de violões na capital. Seu Jorge colocou os dois no carro e seguiram viagem. Resultado, por Seu Jorge não querer que eles competissem entre si devido à serem da mesma faixa etária, e sem tempo a perder, ele os colocou em categorias diferentes e assim conquistaram, separadamente, 2 primeiros lugares: Odair em música erudita e Sérgio na popular. Foi ali quando Seu Jorge ouviu da boca do Rei do Choro Jacob do Bandolim: ‘Se eu tivesse dois filhos assim não falaria com mais ninguém’… Hahaha! Mas Seu Jorge não tomou o orgulho por esta viés e foi quando colocou os dois novamente no carro para uma estrada mais longa: A que os levariam à sala da discípula do papa do violão do século passado Andrés Segóvia. Destino: Casa de Monina Távora, Rio de Janeiro…

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Não percam a tour de comemoração dos 50 anos de carreiras deles!

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Para saber mais:
www.assadbrothers.com

#BadiAssad

Mulheres na música: conheça 15 instrumentistas brasileiras

Criado em 07/03/15 18h36 e atualizado em 09/03/15 10h49
Por Luanda Lima Edição:Ana Elisa Santana e Anderson Falcão Fonte: Portal EBC

Quantas vozes femininas marcaram e seguem marcando a música brasileira? Muitos nomes podem vir à memória de imediato. No entanto, ao se perguntar sobre as instrumentistas do país, será que as conhecemos o suficiente? No fim do século XIX, Chiquinha Gonzaga foi uma das artistas que desafiaram um ambiente musical que não apenas excluía mulheres, como olhava com preconceito para aquelas que ousavam se dedicar à música.

Prevaleceu o talento e a coragem de Chiquinha, que além pianista, se tornou a primeira maestrina brasileira. Desde então, mulheres vêm conquistando espaço crescente no cenário musical brasileiro, ainda predominantemente masculino. Na semana em que se celebra o Dia da Mulher – comemorado neste domingo (8) -, o Portal EBC reuniu um time de peso, que tem algumas das nossas mais importantes instrumentistas. Você também pode contribuir com nossa lista indicando mulheres que, com seus instrumentos, enriquecem a música do Brasil.

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Mariângela Assad Simão nasceu em 1966 e é paulista de São João da Boa Vista, mas cresceu no Rio de Janeiro. Começou a estudar música estimulada pelo pai, o bandolinista Jorge Assad. Sua formação foi iniciada pelo piano, seguido pelo violão, instrumento pelo qual se tornou conhecida. Aos 15 anos, já conquistou o primeiro prêmio: foi considerada, ao lado de Fábio Zanon, a melhor violonista no Concurso Jovens Instrumentistas, no Rio de Janeiro. Aos 19, recebeu o título de melhor violonista brasileira no Concurso Internacional Villa-Lobos. Apresentou-se ao lado de músicos como George Benson, Bob McFerrin e Hermeto Pascoal, ganhando prestígio internacional com sua versatilidade.

Fonte: Paratodos/TV Brasil

Veja o vídeo da entrevista com Badi Assad e leia o artigo completo no site da EBC.

Eu falei Zeca?

O doce Zeca, guloso, dengoso, projétil. Zeca Baleiro, confeitado, danado, ironiza, protagoniza, fértil.

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Zeca nasceu José de Ribamar, mas sua paixão pela doçura (do açúcar mesmo) o fez ganhar apelido quando cursava universidade. No início seu cavalo de fogo (nascidos em 1966 pelo horóscopo chinês) deu uns pontapés na galera mas logo percebeu que já tinha sido contaminado pelo efeito do ‘ser’ doce. O ‘blues’ (expressão americana usada para o efeito cabisbaixo de quem se consome açucarado) não surtiu efeito neste homem moleque, roqueiro, animado, debochado. Ninguém melhor que ele para cantar sobre o cotidiano da metrópole que adotou (e foi adotado) São Paulo, e seus desconfortos, individualismos, sentimentos ambíguos dessa nossa doce-amarga realidade, cidade.

Ele, na época remota de apelido recém criado, chegou a abrir uma confeitaria, mas vejam só… ‘Despedi o meu patrão’ cantou para si mesmo, quando foi integralmente abduzido pela música.

Companheiro de apartamento do amigo paraibano Chico César, na Heitor Penteado em Sampa, Zeca se isolava para compor, mas acredito ter sido na algazarra da sala onde pérolas musicais saíram em pencas. O conheci nesta época, quando zanzava com Chico pra lá e pra cá, mas ele, aparentemente, se escondia em timidez e ficamos assim. Até muito recentemente quando nos aproximamos e flertamos uma amizade sincera de possíveis parcerias e acordes harmoniosos.

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SORTEIO CANTOS DE CASA – RESULTADO DO SORTEIO

Acabamos de sortear o vencedor do prêmio do “Sorteio Cantos de Casa”!

O vencedor é o fã “MARCELO JOSÉ DA SILVA”, que publicou seu comentário no dia 5 de março, às 20h29.

Parabéns Marcelo! A Equipe de Badi Assad entrará em contato com você através de seu e-mail, utilizado em seu comentário.

O resultado do sorteio foi gerado através do site “RANDOM.ORG” (www.random.org) em base a quantidade de comentários do post do sorteio.

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Nos encontramos amanhã Sesc Pinheiros! Até lá!

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^EBA

SORTEIO “CANTOS DE CASA”

Quer conhecer Badi Assad no backstage do show do dia 8 de março (domingo) no Sesc Pinheiros, em São Paulo (SP) e ainda ganhar um CD “Cantos de Casa” autografado? Participe do sorteio “Cantos de Casa” de Badi Assad!

Para participar do sorteio é só deixar um comentário neste post com seu nome.

O sorteio será realizado no sábado (dia 7 de março), às 18h, e divulgado aqui no blog da Badi Assad.

Lembrando: A entrada para os shows do dias 7 e 8 de março no Sesc Pinheiros – São Paulo (SP) é GRATUITA!

Compartilhe! Participe!

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^EBA