Tudo novo de novo

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Olás,

Setembro novo. Como sempre, anunciando minhas andanças. Que bom que ando, assim posso adormecer tranquila, de acordo com a vida.

Dispois… (acabei de ler historinhas do Chico Bento pra minha filha e me senti em casa), no dia 26 vou comemorar os 50 anos de carreira do querido amigo Toquinho, no Terra da Garoa, SP, 20h.

Já no dia 28, às 16:00 um pocket do meu show infantil Cantos de Casa, em versão solo, no espaço infantil da Livraria Saraiva do Xopim Eldorado. E.. Novamente: Gratuito!

Ê meis bão…

Sem brincadeira… Só pra relaxar. Agora, do que já fiz… Virei colunista, da revista online TOP MAGAZINE . Falo sobre música. Está delicioso. Toda terça escrevo e escreverei. Pelo menos até ter assunto.

E… Para quem se interessar: Enquanto Agrégora (Personagem Ametista) participei do Cortejo das Vidas Preciosas, na Favela de Heliópolis. Uma experiência fascinante. A caminhada foi inspirada nas ações do projeto de arte e performance urbana ‘Espetáculo da Terra’, criada pela artista Denise Milan. Um projeto de vida. Vale a pena conferir: Cortejo Vidas Preciosas.

Mo mais… Se você leu até aqui…

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Meus beijares
Badi Assad

Eu disse Camille. Então, vamos lá..

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A gente já conhecia uma francesa Camille admirável, a Claudel. A que me refiro agora é a Dalmais. 114 anos a separam. Algo em comum? Bom, ambas de incontestável talento, criativas, intensas, líricas… Ambas modernas. Valeu? Ah! E muito belas.

Com este DNA ‘Camilleônico’, contudo, a Dalmais chegou perto: Em 2004 se juntou ao músico Marc Collin (do grupo Nouvelle Vague) e começaram um romance entre a bossa-nova e o pop/rock. O filho do namoro foi batizado como “Le Sac des Filles’ (A bolsa das meninas). Sugestivo?

Porém somente com seu próximo trabalho disse ao que veio: O curioso ‘Le Fil’ (O fio), traz do começo ao fim um som ininterrupto, muito grave, como um mantra que oscila mas não se corrompe. Por cima deste quase ruído (a nota si, em si?), as canções circulam, perambulam e servem de colcha para os experimentos que a despertam em um mundo inusitado. Para um distraído o CD parece estar arranhado… Seriam suas unhas?

Camille estica a voz, canta agudo, canta grave, canta a capela, replica, incorpa, atormenta, lidera na contramão. Sua voz meiga acaricia, instiga. Camille experimenta.

Certa feita… Conheceu Fernando Barba e Marcelo Pretto (Do nosso Barbatuques) e os levou para fazerem um som ao lado de outros músicos incríveis (Jamie Cullum por ex), chegando ao ‘Music Hole’ (Buraco Musical). Sugestivo?

Percutiram, repercutiram… Misturando body percussion e sub bass, com sons tribais e orgânicos, surpreendeu mais uma vez. Escorregamos da music-hall até à chanson, passando pelo rythm’ blues e outras invenções próprias.

Camille não se cansa, ousa: Em uma mistura de Hermeto Pascoal com Barbatuques, leva ao palco seu cão (bem seria uma cadela?) para um dueto fofo:

Camille, em resumo: Uma cigana pós-moderna. Voilà, disse.

Cartão de embarque nas mãos. Fome de outro algo. Outro vôo sem destino? Não. Desta vez reflito. Se Camille me abandonasse, quem me socorreria? Outra mulher? Sim, elas me inspiram. Fortalezas. Aziza Mustafa Zadeh é do Azerbaijão. Um daqueles países que se não olharmos no mapa… Aziza se esmera em tudo o que faz. Outra curiosa personagem da nossa música universal. Dica: Savoir-faire, quando canta esmirilhando o piano e quando compõe, nos arremesando por entre as lacunas das emoções … Semana que vem te conto mais :)

Meus beijares

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Badi Assad tem 24 anos de carreira e 12 CDs lançados, entre os quais,Solo, que a colocou entre os 30 artistas que revolucionariam o século, pelaAcoustic Guitar (1995); Rhythms, melhor CD do ano pela Guitar Player americana (1996); Amor e outras manias crônicas, que lhe rendeu o título de “Melhor Compositora” pela APCA (2012). Badi virou referência internacional de música brasileira e neste ano lançou o CD infantil Cantos de casa, inspirado no nascimento de sua primeira filha, Sofia

Publicado originalmente em Top Magazine

Cortejo das Vidas Preciosas 2014

Algumas imagens do “Cortejo de Vidas Preciosas 2014”, que contou com a participação de Badi Assad, como abre-alas.

Realizado na sexta-feira (29/agosto) em Heliópolis, a maior favela de São Paulo (SP), o cortejo reuniu cerca de 800 crianças, de 6 a 14 anos.

A caminhada é inspirada nas ações do projeto de arte e performance urbana “Espetáculo da Terra”, criada pela artista Denise Milan.

#BadiAssad
^EBA

Eu disse Mari Boine. Então, vamos lá…

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Mari nasceu onde a aurora boreal é uma beleza nada incomum, o frio de -40º C algo normal, os dias escuros uma eternidade durante o arrastado inverno e onde uma realidade de maio a junho bem curiosa (para nós pelo menos) acontece: o sol da meia-noite.

(Nota: Há alguns anos estive no Pori Jazz Festival e pude vislumbrá-lo. Confesso, uma sensação estranha dormir com aquele sol todo no cangote)

Ela nasceu na Lapônia, extremo norte da Noruega. Filha de indígenas, que viviam da pesca do salmão, passou a infância entre rios, gelo, árvores e gnomos. Foi no meio desta realidade fantástica que Mari descobriu a música, mais em específico o ‘yoiks’ (canções tradicionais Sami, com um profundo senso espiritual, embalada pela natureza).

Muito cedo ela descobriu que seu povo sofria preconceitos, como, diga-se de passagem, a maioria (senão todos) os indígenas (e minorias) que conhecemos. Mas ela não se submeteu. Lutou. Tendo como flecha em mãos – Sua música. Muitas delas trazendo como tema o sentimento de pertencer à esta minoria. Insistiu. Transgrediu. Peter Gabriel a encontrou e o mundo a descobriu.

Mari Boine mudou o curso de sua história. Hoje o povo Sami tem orgulho de sua origem, de sua cultura, de suas tradições. Ela conseguiu que sua língua e a voz de seu povo não morressem.

Como ela cresceu envolvida pela espiritualidade, quando não canta em protesto, canta sobre estar viva, sobre o respeito à natureza, aos animais… Sua música adicionou rock e jazz ao yoik. Sua receita musical temperou as tradições e a levou para o mundo. Seu som é xamanicamente hipnótico, denso, profundo. Coloque Mari no momento em que quiser transcender, visitar algum outro mundo…

E lá com certeza você vai me encontrar, girando psicodelicamente, vendo a aurora boreal beijando o sol que nunca se apaga e enfrentando o frio abaixo de zero, mas aquecida pelos tambores que vibram no coração.

O avião chegou… Entro sem destino. Quando me pedem para descer deparo com uma das mais interessantes cantoras desta geração. Cara a cara com ela descubro que arriscar a ser diferente num oceano de cantoras atuais é privilégio de poucos. Camille é jovem, ousada. Usa a voz como um instrumento peculiar. Curioso? Dica: Capital Paris. Semana que vem te conto mais :)

Meus beijares,
Badi Assad

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Badi Assad tem 24 anos de carreira e 12 CDs lançados, entre os quais,Solo, que a colocou entre os 30 artistas que revolucionariam o século, pelaAcoustic Guitar (1995); Rhythms, melhor CD do ano pela Guitar Player americana (1996); Amor e outras manias crônicas, que lhe rendeu o título de “Melhor Compositora” pela APCA (2012). Badi virou referência internacional de música brasileira e neste ano lançou o CD infantil Cantos de casa, inspirado no nascimento de sua primeira filha, Sofia

Publicado originalmente em Top Magazine

Eu disse Tori Amos. Então, vamos lá.

Eu morava nos Estados Unidos quando, em uma tarde descompromissada, liguei na MTV e levei um susto! Literalmente, fiquei até incomodada. Aquela mulher cantava de uma forma que eu nunca vira alguém cantar.

Ela levava suas mãos ao piano de uma forma que nunca vira alguém fazer. Encostava seus lábios no microfone, quase lasciva. Abria sua perna direita (a que está do lado da plateia) sem se preocupar com os pedais do piano. Ela conhecia o instrumento muito bem para ter aquela liberdade toda, pensei. Fui pesquisar. Sim, Tori Amos estudou piano, e muito. Começou quando tinha 4 anos apenas. Aos 5 já compunha. Teve, assim como eu, um pai que a incentivou a ser artista. Como isto faz diferença, reflito.

Mas ela foi além, muito além… Seu pai, o Reverendo Dr Edison McKinley Amos (Pastor Metodista), para dar asas ao futuro da filha, aceitou seu primeiro trabalho, em um bar gay. Nota: Ela tinha 13 anos. Agora você imagina… Ele devia levá-la em uma mão, enquanto empunhava a bíblia na outra. E Tori foi crescendo, por entre beijos de línguas alegres e conselhos religiosos paternos… Já mulher, aos 25, para ampliar a gama de experiências incomuns, foi estuprada. Palavra forte, de consequências inquietantes.

O resultado foi criar um universo paralelo. Um lugar onde contradições e jornadas pessoais pudessem viver em harmonia. Tori inventou uma linguagem própria. Um jeito de combinar palavras, uma liberdade poética singular, profunda e linda. Sua presença em cena é hipnotizante. Ela foi a primeira mulher a levar o piano para a música pop como sendo o instrumento líder. Quer mais? Ok, lá vai: Gravou 14 CDS e com eles já vendeu mais de 12 milhões de cópias no mundo (sua música não é tão popular assim. É profunda demais para isso. Então este número já diz muito sobre ela e suas canções), foi candidata oito vezes ao prêmio master Grammy, fundou o RAINN (Estupro, Abuso e Incesto em Rede Nacional), que já ajudou muitas mulheres, principalmente nos Estados Unidos e tem, em sua agenda, uma média de 200/250 shows por ano!…

Espantou seus demônios, falou sobre deus, criou fantasias e recitou suas crenças e amores através de imagens surreais e impressionistas. Cada vez que ela sobe ao palco, sobe como se fosse a última.

Ouvir Tori é como descascar uma cebola, você chora, ri, descobre camadas. Ao final acaba constatando que aquele tempero todo vai criar o prato mais exótico do dia… E, para alguns, da vida. Tori tem uma legião de fãs que a acompanham pelo mundo há anos, e já são mais de 20.

Depois daquela descompromissada tarde em NY, me levantei pela primeira vez para tocar violão enquanto cantava. Afinal eu também tinha aquela liberdade de conhecimento com meu tão querido instrumento. Não poderia me conter mais nos limites de um cantinho e um violão. Tori foi um marco em minha vida artística. Certa vez fui chamada, pela revista Downbeat, de “Tori Amos from Ipanema”. Fiquei lisonjeada. Em 2006 gravei sua Black Dove em Wonderland, minha homenagem sincera.

Publicado originalmente em Top Magazine

Versatilidade vocal marca 2º show desta sexta no festival de jazz

(Foto: Jorge Ronald / Divulgação)

(Foto: Jorge Ronald / Divulgação)

Cantora Badi Assad impressionou o público com estilo peculiar.
Noite de sexta-feira (15) tem mais três shows no palco principal.

A versatilidade vocal da cantora Badi Assad marcou o segundo show da noite desta sexta-feira (15) no Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. A apresentação contou com a participação do percussionista Marcos Suzano. O estilo peculiar da dupla impressionou o público.

“Adorei ver de perto os sons que ela faz com a boca”, disse a professora Carmem Sampaio, moradora do Rio de Janeiro e que está na cidade para assistir ao festival.

Em 20 anos de estrada, Badi Assad consolidou sua carreira internacional justamente pela forte expressão vocal. Para o festival ela preparou um repertório com próprias composições, como Pega no Côco, além de releituras de músicas do cancioneiro internacional, como Sweet Dreams, do duo britânico Eurythmics, que fez sucesso na década de 1980, e nacional, como Ai Que Saudade D’Ocê, de Vital Farias, e Acredite Ou Não, de Lenine, entre outras.

A noite de sexta na Cidade do Jazz conta ainda com os shows de The Jig, seguido de Randy Brecker e encerrando com Popa Chubby.

Via G1

Agosto

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Olás,

Agosto chegou… E se bobear acabará sem antes percebermos (!)
Mas antes que isto aconteça, estarei pela primeira vez, nesta sexta (15), no incrível “Rio das Ostras Jazz and Blues Festival”, ao lado de músicos como Al Jarreau, Marcus Miller e Pepeu Gomes, entre outros.
Rio de Janeiro, lá vou eu! :)
Para subir ao palco comigo convidei o talentoso percussionista carioca Marcos Suzano.

Confira programação

E… Para lembrar: ‘Cantos de Casa’ (meu CD infantil) já está disponível em várias lojas. Confira:

Pops Discos
iTunes

Tem outras lojas também. Aproveite e visite a seção Música! Que tem TODA minha discografia disponível para audição…

Meu beijares
Badi Assad