Eu falei Youssou?

Youssou N’Dour nasceu no Senegal e, assim como a congolesa Zap Mama, sonhava em ser esportista quando crescesse, mas acabou acidentando-se e levando suas aspirações com a bola narrassem outra espécie de gol, a que os locutores usam quando a bola gira para dentro da rede vazia. Suas cordas vocais começaram a emitir um timbre próprio e forte, tornando-se a mais representativa de seu povo e transformando a história cultural do seu país. Um golaço.

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N’Dour passou a infância ouvindo a mãe contando histórias em forma de canções, no tradicional ‘griot’. Misturou essa memória com os ritmos wolof e cubanos para desenvolver o mbalax. Talvez estes sejam nomes que você não reconheça mas com certeza se os ouvisse, sua memória celular faria corpos e pernas girarem num vai e vem de quadris nervosos.

Fundador do grupo mais famoso da África, o ‘The Super Etoile’, N’Dour levou suas certezas para o palco e para fora dele, quando passou a lutar pelos direitos humanos. Ao lado de artistas como Peter Gabriel, Sting e Tracy Chapman, participou incansavelmente de movimentos como a Anistia Internacional, UNICEF, Live 8 Concert, Liberdade para Nelson Mandela…

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Zap Mama por Badi Assad

Marie Daulne, conhecida por Zap Mama, nasceu em terra africana, mas foi criada na europeia. Seu pai, cidadão belga casado com uma congolesa, foi assassinado durante a crise no país em 64. Marie, ainda menina, foi transferida com a mãe e irmãos para as terras longínquas paterna. Cresceu ouvindo música ‘branca’, já que sua mãe temia que os filhos somassem à dor da perda do pai a do racismo. Na época haviam poucos negros vivendo no novo país… E assim Marie cresceu distante de suas primeiras raízes. Todavia não tardou para que, apesar dos esforços da mãe, fosse beber na fonte de seus antepassados.

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O único contato que a menina tinha com os negros era através da televisão, com seus expoentes no esporte e música. Marie se encantou primeiramente com a atividade física e passou a alimentar sonhos olímpicos. Todavia seu destino musical a chamou definitivamente quando o futuro veloz foi interrompido por uma fratura na perna.

Contudo suas experiências na pista de corrida a fez apurar passos na dança moderna e a fez coreógrafa possibilitando, futuramente, dirigir o grupo que inventou, Zap Mama, misturando música negra americana (Urban, Hip-Hop, R&B, Nu-Soul, Jazz) com Afro-Pop; cantando a capela e usando somente vozes humanas com algumas pequenas intervenções de instrumentos percussivos.

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Badi no “Repórter Eco”

Entrevista para o ‘Repórter Eco’ da TV Cultura. Badi fala sobre a importância da conscientização dos pais na educação de seus filhos para re-conquistarmos um mundo sustentável e respeitado. Através de seu CD infantil ‘Cantos de Casa’, Badi acredita estar plantando sementes no coração de famílias. Confira.

Eu falei, Chico?

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Mal acabou o show de Virgínia Rosa e eu já corria para conhecer o compositor das melhores canções da noite. ‘A primeira Vista’ e ‘Mama África’ invadiram meus ouvidos e se plantaram férteis. Todavia demorou bastante para eu conseguir, depois de conhecê-lo naquela noite, assistir ao seu show. Estou falando do paraibano arretado a mel, Chico César.

Foram algumas apresentações até presenciar a gravação de seu primeiro cd, o ‘Aos vivos’ (1995). Cheguei ao teatro curiosa e saí em estado de euforia. Aquele homem pequenito subiu ao palco e agigantou-se. Abriu sua voz em timbre próprio e cantou aquelas músicas que germinavam pérolas e flores, ora densas, outras singelas… Ao término do show estava totalmente rendida aos seus talentos.

Naquela época eu tinha uma espécie de clube de música em minha casa em São Paulo, o ‘Musicasa’ e Chico começou a frequentá-la. Viramos amigos. Amizade que se perdura leve e doce através dos tempos.

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Mariene de Castro por Badi Assad

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Mariene de Castro deu sua primeira entrevista ao jornal do local onde sua mãe trabalhava com apenas 2 anos e respondeu quando a perguntaram do que ela mais gostava: dançar, cantar e usar batom, respondeu… E este prematuro e singelo testamento a guiou pela vida.

Aos 5 anos começou a estudar balé e, como uma verdadeira princesa negra, foi aperfeiçoando seu rodopiar. Aos 12 iniciou seus estudos de canto e descobriu-se dona de uma voz rara, a de contralto. Com essa voz percebeu que podia servir-se a um dom maior…

Mariene é filha de Oxum, Orixá que se destaca por ser dona das águas doces dos rios, lagoas e cachoeiras. O francês Pierre Verger definiu suas filhas assim: “O arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas joias, perfumes e vestimentas caras, mulheres que são símbolos do charme e da beleza. Sob sua aparência graciosa e sedutora, são voluptuosas e sensuais”.

Mariene é isso tudo. Vaidosa, rodopia seus vestidos rodados, com a boca encarnada, abrindo cantos em homenagem à música de raiz da sua terra. São sambas de roda, pontos de candomblé, marujadas, cocos, maracatus, cirandas….

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Troféu Cata-Vento 2014

A rádio Cultura Brasil divulgou os vencedores do Troféu Cata-Vento deste ano. Badi Assad foi contemplada com o troféu na categoria “Infantil”, com seu novo álbum “Cantos de Casa”, ao lado de artistas como Nação Zumbi (melhor música).

O Troféu Cata-Vento é a premiação do programa Solano Ribeiro e a nova música do Brasil, que elege, desde 2007, os melhores da produção independente no Brasil.

Ouça o programa e saiba mais sobre a premiação deste ano no link: http://bit.ly/cata-vento2014

#BadiAssad
^EBA

Erykah Badu por Badi Assad

Quando Erykah Badu entra em cena, parece que uma passarela se abre. Não é a toa que a luxuosa grife francesa Givenchy a escolheu como modelo. As fotos são maravilhosas, com sua cabeleira ora servindo de moldura gigante para a beleza de seu rosto singular, ora envolta por turbantes de estampas Afro.

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Orgulhosa de sua herança Africana, Erykah nasceu Erica, mas por acreditar que a escrita original era um nome escravo, trocou para Kah, que significa Eu Interior.

Vegana convicta ela diz: “Comida vegana é alimento da alma em sua forma mais verdadeira. O alimento da alma é para alimentar a alma e para mim, a alma é a verdadeira intenção da pessoa. Se sua intenção é pura, você é puro”. Falado e dito.

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