Eu disse Tori Amos. Então, vamos lá.

Eu morava nos Estados Unidos quando, em uma tarde descompromissada, liguei na MTV e levei um susto! Literalmente, fiquei até incomodada. Aquela mulher cantava de uma forma que eu nunca vira alguém cantar.

Ela levava suas mãos ao piano de uma forma que nunca vira alguém fazer. Encostava seus lábios no microfone, quase lasciva. Abria sua perna direita (a que está do lado da plateia) sem se preocupar com os pedais do piano. Ela conhecia o instrumento muito bem para ter aquela liberdade toda, pensei. Fui pesquisar. Sim, Tori Amos estudou piano, e muito. Começou quando tinha 4 anos apenas. Aos 5 já compunha. Teve, assim como eu, um pai que a incentivou a ser artista. Como isto faz diferença, reflito.

Mas ela foi além, muito além… Seu pai, o Reverendo Dr Edison McKinley Amos (Pastor Metodista), para dar asas ao futuro da filha, aceitou seu primeiro trabalho, em um bar gay. Nota: Ela tinha 13 anos. Agora você imagina… Ele devia levá-la em uma mão, enquanto empunhava a bíblia na outra. E Tori foi crescendo, por entre beijos de línguas alegres e conselhos religiosos paternos… Já mulher, aos 25, para ampliar a gama de experiências incomuns, foi estuprada. Palavra forte, de consequências inquietantes.

O resultado foi criar um universo paralelo. Um lugar onde contradições e jornadas pessoais pudessem viver em harmonia. Tori inventou uma linguagem própria. Um jeito de combinar palavras, uma liberdade poética singular, profunda e linda. Sua presença em cena é hipnotizante. Ela foi a primeira mulher a levar o piano para a música pop como sendo o instrumento líder. Quer mais? Ok, lá vai: Gravou 14 CDS e com eles já vendeu mais de 12 milhões de cópias no mundo (sua música não é tão popular assim. É profunda demais para isso. Então este número já diz muito sobre ela e suas canções), foi candidata oito vezes ao prêmio master Grammy, fundou o RAINN (Estupro, Abuso e Incesto em Rede Nacional), que já ajudou muitas mulheres, principalmente nos Estados Unidos e tem, em sua agenda, uma média de 200/250 shows por ano!…

Espantou seus demônios, falou sobre deus, criou fantasias e recitou suas crenças e amores através de imagens surreais e impressionistas. Cada vez que ela sobe ao palco, sobe como se fosse a última.

Ouvir Tori é como descascar uma cebola, você chora, ri, descobre camadas. Ao final acaba constatando que aquele tempero todo vai criar o prato mais exótico do dia… E, para alguns, da vida. Tori tem uma legião de fãs que a acompanham pelo mundo há anos, e já são mais de 20.

Depois daquela descompromissada tarde em NY, me levantei pela primeira vez para tocar violão enquanto cantava. Afinal eu também tinha aquela liberdade de conhecimento com meu tão querido instrumento. Não poderia me conter mais nos limites de um cantinho e um violão. Tori foi um marco em minha vida artística. Certa vez fui chamada, pela revista Downbeat, de “Tori Amos from Ipanema”. Fiquei lisonjeada. Em 2006 gravei sua Black Dove em Wonderland, minha homenagem sincera.

Publicado originalmente em Top Magazine

Versatilidade vocal marca 2º show desta sexta no festival de jazz

(Foto: Jorge Ronald / Divulgação)

(Foto: Jorge Ronald / Divulgação)

Cantora Badi Assad impressionou o público com estilo peculiar.
Noite de sexta-feira (15) tem mais três shows no palco principal.

A versatilidade vocal da cantora Badi Assad marcou o segundo show da noite desta sexta-feira (15) no Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. A apresentação contou com a participação do percussionista Marcos Suzano. O estilo peculiar da dupla impressionou o público.

“Adorei ver de perto os sons que ela faz com a boca”, disse a professora Carmem Sampaio, moradora do Rio de Janeiro e que está na cidade para assistir ao festival.

Em 20 anos de estrada, Badi Assad consolidou sua carreira internacional justamente pela forte expressão vocal. Para o festival ela preparou um repertório com próprias composições, como Pega no Côco, além de releituras de músicas do cancioneiro internacional, como Sweet Dreams, do duo britânico Eurythmics, que fez sucesso na década de 1980, e nacional, como Ai Que Saudade D’Ocê, de Vital Farias, e Acredite Ou Não, de Lenine, entre outras.

A noite de sexta na Cidade do Jazz conta ainda com os shows de The Jig, seguido de Randy Brecker e encerrando com Popa Chubby.

Via G1

Agosto

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Olás,

Agosto chegou… E se bobear acabará sem antes percebermos (!)
Mas antes que isto aconteça, estarei pela primeira vez, nesta sexta (15), no incrível “Rio das Ostras Jazz and Blues Festival”, ao lado de músicos como Al Jarreau, Marcus Miller e Pepeu Gomes, entre outros.
Rio de Janeiro, lá vou eu! :)
Para subir ao palco comigo convidei o talentoso percussionista carioca Marcos Suzano.

Confira programação

E… Para lembrar: ‘Cantos de Casa’ (meu CD infantil) já está disponível em várias lojas. Confira:

Pops Discos
iTunes

Tem outras lojas também. Aproveite e visite a seção Música! Que tem TODA minha discografia disponível para audição…

Meu beijares
Badi Assad

uai

“Criança não gosta de coisas muito certinhas, gosta do erradinho, do politicamente incorreto”, avalia Badi Assad. “Filho é uma dádiva. Faz a gente reaprender algo que esqueceu: a ingenuidade que um dia tivemos. E que volta quando as crianças nascem, porque você tem de se desnudar para caminhar com elas.” Ainda segundo a cantora, está no disco uma característica que é muito da música dela: a mistura de estilos. Desde brincadeiras musicais até quase histórias, em todos os casos com emoção, para crianças e adultos. “Música tem um poder transformador. Acalma, proporciona viagem emocional, ajuda a harmonizar o mundo em que vivemos”, garante.

Para Badi Assad, é responsabilidade dos pais escolher o que colocar para a criança ouvir. “Até os 7 anos, ela está em formação e deve-se prezar para que tenha acesso a trabalhos com boa qualidade estética”, afirma. Ela vê com preocupação muito do que é oferecido às crianças. Seja trabalhos que tratam a meninada como intelectualmente incapaz ou, e especialmente, os sexualizados. Motivo de satisfação foi descobrir que existem atualmente no Brasil muitos grupos e artistas que reagem a essa situação e têm feito trabalhos de qualidade para a criançada.

Na internet

‘Em cantos de casa’ é o 12º disco de Badi Assad, todos disponíveis para audição no site badiassad.com. Irmã caçula de Sérgio e Odair Assad, que formam o Duo Assad, ela conta que “nascer gostando de tocar e fazer música é herança genética”. O pai, que toca bandolim, e a mãe, “que vivia cantando para mim”, davam todo apoio para que os filhos se dedicassem à música. Existe até CD e DVD com toda a família Assad tocando junto. Para quem quer conhecer a música de Badi, ela própria sugere os discos ‘Solo’ (1994), ‘Chameleon’ (1998), ‘Echoes do Brasil’ (1997) e ‘Amor e outras manias crônicas’ (2012).

FESTIVAL DE CHORO

Em homenagem à família Assad, a cidade de São João da Boa Vista realiza anualmente uma semana cultural, cuja terceira edição será realizada entre 24 e 27 deste mês – um dos convidados é o grupo mineiro Uakiti. O destaque, conta Badi, é o Festival de Choro Jorge Assad, que está com inscrições abertas até dia 10. Informações: www.semanaassad.com.br.

Walter Sebastião

Via Uai.com.br

Acoustic Guitar

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